segunda-feira, 5 de julho de 2010

Os Mistérios Masculinos

Os Mistérios Masculinos

"... Na Bruxaria, o corpo masculino, assim como primordialmente o corpo feminino, é tido como sagrado, que não deve ser violado. É violação do corpo masculino, utilizá-lo como arma, do mesmo modo que é uma violação do corpo feminino, usá-lo como objeto ou campo de experiência a serviço da virilidade do homem. Fingir desejo, quando inexistente, viola a verdade do corpo, assim como a repressão dp desejo, o qual é totalmente sentido mesmo quando não satisfeito. Mas sentir desejos e anseios é admitir a necessidade, o que é ameaçador para muitos homens em nossa cultura."

- Starhawk, em "A Dança Cósmica das Feiticeiras" -
 

domingo, 4 de julho de 2010

A Lenda de Tir Na Nóg

A Lenda de Tir Na Nóg


A lenda de Tir Na nOg, relata uma história conhecida de todos os que se interessam por mitologia e lendas do passado e não são poucos os que desejariam haver um fundo de verdade na existência desta terra mágica. A busca da eterna juventude sempre foi algo que o Homem perseguiu ao longo dos tempos e lendas como esta continuam a inspirá-lo nessa busca.

Tir Na nOg era uma terra encantada, onde vivia um povo de enorme beleza, os Tuatha De Danann. De acordo com a mitologia Celta, os Tuatha De Danann pertenciam à
última geração de deuses que reinavam na Irlanda e eram possuidores de grande poder mágico, como de grande habilidade em todas as artes.


Depois de terem sido derrotados em batalha, foi lhes oferecido o subsolo da Irlanda para viverem. Eventualmente alguns terão aceitado, dando origem aos elementais
da terra, mas outros terão viajado para Tir Na nOg onde se terão estabelecido.




A história de Tir Na nOg está intimamente ligada à história de Oisin, um dos maiores, heróis e poetas, da antiga Irlanda. Oisin era filho de Fionn MacCumhail e tornou-se membro do lendário grupo de heróis chamado de Fianna. Os Fianna possuíam grande coragem, força e destreza, tanto para as artes de guerra como para simples caça. Viviam também sob um código moral de valores muito elevados.


Um dia, estavam os Fianna à caça, quando foram abordados por uma mulher de enorme beleza que montava um cavalo branco de imponente porte.

Inquirida por Fionn sobre quem era, de onde vinha e o que queria daquelas paragens, apresentou-se como Niamh do Cabelo Dourado, uma Tuatha De Danann e filha de Manannan, deus do mar e rei de Tir Na nOg e que tinha vindo até terras da Irlanda para encontrar o grande herói e poeta de nome Oisin, homem que ela tinha escolhido para esposo.


Até aquele momento, Oisin não tinha conseguido sair do transe que a beleza daquela mulher o tinha colocado, mas ao ouvir o seu nome pareceu despertar.
Aproximando-se dela, perguntou-lhe que tipo de terra era Tir Na nOg.
Niamh descreveu a sua terra como uma terra encantada, onde ninguém envelhecia ou adoecia, uma terra onde todos os desejos se realizavam.
Sem hesitar, Oisin despediu-se do pai e dos amigos e pulou para a garupa do cavalo da sua amada Niamh. Num último aceno, prometeu voltar um dia.

Os Fianna viram com assombro aquele cavalo galopar sobre as ondas em direcção Oeste, levando consigo o seu heróis Oisin. Fionn sossegou-se, lembrando que Oisin tinha prometido voltar.

Como ninguém adoecia ou envelhecia em Tir Na nOg, Oisin passou lá 300 anos sem que tivesse sentido o passar do tempo. Ele e a sua amada Niamh tinham um vida perfeita, toda ela cheia de amor e felicidade.Mas nem aquela terra encantada poderia banir dele as memórias do passado e começou a sentir enormes saudades, da sua terra, do seu pai e dos seus amigos.

Niamh entendeu esta necessidade de voltar à terra dos mortais e cedeu-lhe um cavalo mágico para que ele pudesse matar as saudades que sentia. No entanto avisou-o de que em momento algum poderia pisar o solo que o tinha visto nascer. Se o fizesse, ele nunca poderia voltar a Tir Na nOg.




Oisin chegou à sua Irlanda para constatar que tinham passado 300 anos e que Fionn e os seus homens há muito que tinha morrido, sendo agora alimento para muitas das lendas e canções que fervilhavam por aquela terra.


Não encontrando o que procurava, Oisin decidiu voltar para Tir Na nOg e para os braços da sua amada Niamh.


No caminho de regresso, deparou-se com alguns homens tentando mover uma enorme e pesada rocha e inclinou-se no cavalo para os ajudar. Foi quando a tragédia aconteceu. Escorregou da sela e caiu em terra mortal, transformando-se de imediato num homem muito velho e cego.


Durante muitos anos, Oisin percorreu as terras da Irlanda até que um dia encontrou S.Patrício que o levou para casa e o tentou converter ao Cristianismo. Oisin falou-lhe sobre os Fianna, sobre os guerreiros da antiga Irlanda e sobre Tir Na nOg.


Oisin morreu logo depois, sem nunca ter voltado a ver Tir Na nOg, nem a sua Niamh e sem nunca saber que para o não prender, Niamh não lhe tinha contado que iria ser pai.
Assim termina a história de Tir Na nOg, ensinando-nos que a eterna juventude á coisa para fadas e não para mortais, mas isso nunca nos impedirá de sonhar.

Deus Dagda, O Deus Bom

Deus Dagda, O Deus Bom






“Havia na Irlanda um famoso rei dos Tuatha De Danann, e seu nome era Eochaid Ollathair. Outro nome para ele era Dagda, pois era ele quem praticava milagres e cuidava do clima e da colheita, e é por isso que ele é chamado de Dagda.”



A Corte de Étain (sec. VIII)


Dagda é a combinação das palavras irlandesas dag (bom) e dia (deus). Sendo assim, Dagda é o bom deus, não bom no sentido moral da palavra, mas sim bom, por ser bom em tudo, ou todo-poderoso. O nome Eochaid Ollathair, um dos nomes atribuídos ao Dagda, significa “pai de todos”. Eochaid é também o nome do antigo deus sol da Irlanda. Este deus Eochaid era descrito como tendo um olho só, o próprio Sol, e por vezes receber o apelido de Deirgderc, ou seja, “olho vermelho” em irlandês arcaico. Dagda também recebe o nome de Deirgderc. Provavelmente, Eochaid, era uma antiga divindade solar cujo culto foi absorvido pela figura de Dagda. Outro nome pelo qual Dagda é conhecido é Ruad Rofhessa, ou “Senhor do Grande Conhecimento”, onde podemos constatar mais uma vez seu grande poder e sabedoria.




Dagda por esta análise é conhecido como o deus pai, deidade solar e detentor da sabedoria, somando a isto a atividade de controlador do clima e das estações do ano, pois sem dúvida a mudanças de estações tem extrema relação com a intensidade de raios solares recebidos.


Filho de Éithne, Dagda é irmão de Lugh. O nome do seu pai porém é divergente entre os autores, mas a sua maioria acredita ser Elatha. Muitas são as amantes de Dagda, podemos citar Morrighan e Boann, assim como são muitos os seus descendentes, o mais notório entre eles é sem dúvida Brighid, mas podemos citar também Angus Óg, Ogma e Bodb.


Dagda, segundo as lendas, tinha uma harpa mágica pela qual com a sua doce música as estações do ano passavam. Duardabla, “O Carvalho de Dois Tons de Verde” ou também Coir-cethair-chuir, “Música de Quatro Pontas” são os nomes atribuídos a harpa.


Á primeira vista sem sentido, mas quando analisamos que estamos falando da harpa que faz passar as quatro estações do ano, podemos entender. Podemos também fazer uma alusão a divisão do ano irlandês em duas metades, An Grían Mór – O Grande Sol (Verão e Primavera) a An Grían Béag – O Pequeno Sol (Inverno e Outono).


Durante o Grande Sol, o Carvalho, uma das mais importantes árvores da mitologia irlandesa, está repleto de verdejantes folhas. No Pequeno Sol, o carvalho fenece e perde suas folhas, ganhando um verde pálido. Assim podemos entender os dois tons de verde do primeiro nome.


Durante a Segunda Batalha de Moytura, a harpa de Dagda foi roubada pelos Foimore, tendo como consequência uma bagunça nas estações do ano. Para trazer sua harpa devolta, Dagda se juta a Lugh e Oghma – representando a Soberania, o Vigor e a Sabedoria que precisamos para restabelecer o equílibrio.


Outro objeto de Dagda é um imenso bastão. Clavas, cajados e bastões são comuns a muitos deuses ancestrais, como o gaulês Sucellus, o nórdico Thor e o galo-britânico Taranis. Em todos os casos, o bastão é uma representação do relâmpago. O relâmpago visto como um raio de sol que descia dos céus, evidenciando assim sua ligação com Dagda. Mas o bastão do Dagda tinha outra característica: o Divino.


Quando tocava um guerreiro morto com uma das extremidades do seu cajado, era lhe restaurado a vida. A outra ponta do cajado era o oposto, pois tirava a vida. Este bastão era tão pesado que nem oito homens conseguiriam carregá-lo, e somente o próprio Dagda seria capaz de utilizá-lo.


O caldeirão, o mais marcante de todos os objetos de Dagda, é associado a fartura e regeneração. Conhecido como o inesgotável, era capaz de alimentar eternamente seus seguidores. Além disso, os guerreiros feridos que fossem mergulhados no caldeirão eram curados.


O caldeirão de Dagda faz parte do conjunto de objetos mágicos, conhecido como os Tesouros dos Tuatha Dé Danann. Além dele, temos a lança mágica de Lugh, a espada de Nuada e a Lia Fáil, a “Pedra do Destino”. Interessantemente, estes tesouros podem ser associados aos quatro elementos que constituem os fundamentos da magia:


O caldeirão, está associado ao elemento Água, a lança, está associada ao elemento Fogo, a espada que corta o Ar está associada a este elemento, e a Lia Fáil, símbolo de quem governa a terra, é associada ao elemento Terra. Esses quatro elementos juntos, trazem o equilibro ao universo e são os elementos necessários para a perfeita prática da magia – atributo marcante entre os Tuatha Dé Danann e principalmente de Dagda.


Dagda reúne vários elementos que fazem dele uma deidade ancestral realmente antiga. Sua relação com o Sol, com a fertilidade, com as estações do ano, sua sexualidade quase caricata faz com que tenhamos uma imagem bem definida de Dagda, o Bom Deus das tradições pagãs: jovial, poderoso e nobre.
tirado do site caldeirao .

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Deus Cornifero







       O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. Ele é o guardião das entradas e do circulo mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.



.Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol e da mesma forma , nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.
Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. Este Mito contém em si os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.


Para a maioria pode aparentar meio incestuoso, quando afirma-se que o Cornífero seja filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso simbolismo do Mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe inclusive o próprio Deus e por isso para Ela Ele deve voltar.


O culto aos Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância, por isso eram freqüentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.


Com a crescimento do Cristianismo e com a intenção do Clero em derrubar Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade resgatar o status deste importante Deus torna-se bastante difícil.


O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção a continuidade. Cernunos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que desperta-nos para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.
Ainda hoje existe muito confusão a cerca da Bruxaria e isto se deve a Igreja Medieval que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.


O culto à Deusa Mãe e aos Deus Cornífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.
A Arte Wiccana remonta os homens das cavernas e para entendermos o porque uma divindade com chifres foi reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos temos que pensar como nossos antepassados.


Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.


Quando o homem saia em busca de caça, ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele todo clã seria nutrido, ele era o "Rei". O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.


Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Dionísio e Quíron foram representados com chifres. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.


Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam-nos.
O Deus A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do UniversoCornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na terra.
Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. Este Mito contém em si os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.

Para a maioria pode aparentar meio incestuoso, quando afirma-se que o Cornífero seja filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso simbolismo do Mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe inclusive o próprio Deus e por isso para Ela Ele deve voltar.
O culto aos Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância, por isso eram freqüentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.
    Com a crescimento do Cristianismo e com a intenção do Clero em derrubar Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade resgatar o status deste importante Deus torna-se bastante difícil.
O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção a continuidade. Cernunos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que desperta-nos para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.
Ainda hoje existe muito confusão a cerca da Bruxaria e isto se deve a Igreja Medieval que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.
O culto à Deusa Mãe e aos Deus Cornífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.

A Arte Wiccana remonta os homens das cavernas e para entendermos o porque uma divindade com chifres foi reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos temos que pensar como nossos antepassados.
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.
        Quando o homem saia em busca de caça, ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele todo clã seria nutrido, ele era o "Rei". O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.
Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Dionísio e Quíron foram representados com chifres. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.

Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam-nos.
O Deus A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do UniversoCornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na terra.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ao Deus Antigo.



O Sagrado Cornudo, que segura o cajado,
Ajoelhado com o seu manto, o Ancião.


Mexe com um toco de madeira
A fogueira que cresce na escuridão.


O Velho Sábio,
Que atravessou o rio, assim o Mundo Frio conheceu;


E a chama que arde no meu peito,
Com os olhos fechados e a mão empunhada acendeu.

Ele subiu às altas montanhas,
E no chão, com a terra, desenhou.


Moveu as pedras de lugar,
Com seus olhos vermelhos, as aves com o silêncio chamou.

Na margem do rio me mostrou o vento e a chuva.
Me ensinou a pescar.

Que atrás das árvores, a noite esperou cair.
Me ensinou a caçar.


O Sol poente,
A fumaça crescente.

A Escura Noite,
O vento e o açoite.

Ancião que abre o Livro das Sombras,
Me mostra o Copo e a Faca.


Me guia pelo Círculo,
E como filho me abraça.


Velho da Roda Escura,
O Senhor Cornudo -

O grito das profundezas,
A sombra, assim, de tudo.


Corri por entre as árvores,
Deito os olhos sob a Escuridão.


Ele estava ao meu lado.
Até que tombo na terra, então.

Jaz no sangue da minha face
O cansaço que se faz presente.


O Sol arde nas minhas costas -
Assim o Deus onipotente.


Ouço o casco por entre as folhas.
Eu, no silêncio, parado.


Ele chega e toca no meu peito,
com seu Cajado abençoado.

Olhei e não o vi -
E uma lágrima resvalou.

A ti, Deus Cornudo.
A Sombra do que minguou.

Acordo. E tu, com um toco de madeira,
mexendo na fogueira, atiçando o calor.

O Gamo já não mais corre,
E tu, passa a bater no tambor.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Filho, Amante & Sábio






Pode parecer contraditório existirem Sacerdotes, homens, numa religião que é radicalmente feminina e matrifocal, como a Wicca, principalmente quando falamos da Wicca Diânica.

A Deusa existiu desde o início, sendo incriada ou autocriada. O Deus veio da Deusa. É seu Filho, criado para ser seu Amante e Sábio conselheiro. Por outro lado, os Sacerdotes, bruxos Wiccanianos, são canais para a expressão desse Deus. Assim, é nossa função viver essas faces, Filho, Amante e Sábio, perante nossas Sacerdotisas.

Somos seus Filhos quando nos colocamos sob sua liderança, com Amor, Confiança e Respeito. Seguimos felizes as orientações das Matriarcas, cientes de que sua voz é a voz da Deusa, e que Ela nos transmite, através delas, seu Amor, sua Lei, sua Sabedoria, sua Liberdade e seu Conhecimento.

Ser Filho da Deusa é ser amado por Ela, se sentir acolhido e acalentado. Ser Filho da Deusa é retribuir a ela esse amor na forma de serviço incondicional. Ser Filho da Deusa é tratar suas Sacerdotisas como Mães, como de fato são. Ser Filho da Deusa é perdoar em suas Sacerdotisas suas atitudes que nos pareçam erradas, confiantes de que a falha está em nossa percepção, não na ação da Deusa através delas.

 

Ser Filho da Deusa é ser o Eterno Buscador. É caminhar pelo mundo, aberto às experiências que a Deusa nos queira dar. É aceitar cada passo como parte do Caminho, sabendo que o caminhar não é meio, mas fim. É receber da Deusa seu amor, suas dádivas, seus sinais.

Somos seus Amantes quando nos colocamos ao seu lado, com Amor, Confiança e Respeito. Compartilhamos felizes seu Sacerdócio, emprestando- lhes a sustentação de nossas pernas, a força de nossos braços e o poder de nossa voz. Nos damos a ela através da Sexualidade Sagrada, de nosso Orgulho, de nosso próprio Ser, de nosso Poder e Paixão.

Ser Amante da Deusa é retribuir seu amor, de forma plena e irrestrita. Ser Amante da Deusa é tratar suas Sacerdotisas como Mulheres, plenas em sua beleza. Ser Amante da Deusa é apoiar suas Sacerdotisas em todas as suas ações, sem julgamento de mérito.

 

Ser Amante da Deusa é ser o Sagrado Governante. É moldar o mundo e se moldar a ele, que é o Corpo da Deusa, se libertando dos grilhões pessoais enquanto vivemos a Sagrada União. É exercer no mundo o julgamento, transformando em obra sagrada tudo aquilo em que tocamos.

 

Somos Sábios quando somos o Espelho no qual a Deusa se mira para se compreender. Expressamos no mundo características da Deusa, em modos e formas quempreensíveis para seu discernimento. Somos Sábios quando espelhamos no mundo suas Ambições, sua Soberania, seu Amor-Próprio, sua Força e sua Determinação.

 

Ser Sábio com a Deusa é amar suas Sacerdotisas, com carinho e compreensão. Ser Sábio com a Deusa é tratar suas Sacerdotisas como nossas Iguais, origem do que de fato somos. Ser Sábio com a Deusa é apontar a suas Sacerdotisas os obstáculos e facilidades do Caminho, para que elas possam tomar conscientes suas decisões.

 


Ser Sábio com a Deusa é ser o Senhor do Submundo. É morrer todas as pequenas mortes, é caminhar na Sombra, é guiar a Deusa pela mão em Sua descida. Mas é também renascer, voltar ao mundo na Criança da Promessa.Ser Filho, ser Amante e ser Sábio são funções do Sacerdócio. Não há nada de fácil em exercê-las. Há dores, há tristezas e desilusões nesse caminho. Mas também há prazer, felicidade e iluminação. Buscar, se libertar, moldar, morrer e renascer a cada roda, a cada dia, a cada respiração. Esse é o caminho do Deus, é o Caminho que trilhamos, Sacerdotes da Deusa.

Por: Chronos Phaenon Éosphoros

Sexo Pagão




A Conexão com o Sagrado Masculino para o Sacredote é tão importânte quando a Conexão do Sagrado Feminino para a Sacerdotisa. Ambos são atos Sagrados indispênsáveis na vida Sacerdotal de um Pagão.
Pois nesta mesma, você se Conecta com o seu Deus Interior, o Gamo que abita sua Alma, e se Conectando com Este, você estará se Conectando com sigo mesmo, aprendendo os Mistérios que cerca a Natureza Masculina e vislumbrando o seu Ser, em um Ato de amor a sí mesmo e ao seu Fálo, que é mais que importânte para todos nós, dentre a Sociedade Pagã.
Muitas pessoas se sentem inquietas quando o assunto é Sexo e Sexualidade, mas para o Pagão, o Sexo é algo tão Natural como beber da Fonte do Conhecimento cedida por Daghda. Para nós o Sexo é algo Natural, ele está presente em toda parte, ao nosso redor, em nossas vidas, e por isso é totalmente aceitavél e cabivél a discursão sobre tal.
Mas Sexo por Sexo se torna mundano, o que não é aceitavél para um Sacerdote. Já que acreditamos que o Ato Sexual deve ser feito com total troca de energia. Mas por que fazer Sexo somente com atributo sentimental?!
Como sacerdotes, devemos pensar da seguinte maneira:. O Sexo em Sí é algo ENERGETICAMENTE Sagrado, pois há uma troca imênsa de energia do Ser para o outro Ser. É como se no Ato Sexual um impregnasse o outro, doando um pouco de sua energia, vitalidade, virilidade. Sei que muitos não pensam da mesma forma, mas sei que muitos pensam como eu. Sei que alguns diram que a Deusa diz:. " TODOS OS ATOS DE AMOR & PRAZER SÃO MEUS RITUAIS ", para defender a ideia de Sexo somente por Prazer, mas um Sacerdote sabe o qua é impôntante essa troca de energia, que inunda a alma e fica impregnada em seu Campo Aurico.
Mas é Claro que NÃO sou contra o Sexo sem amor, mas antes do ato sexual em sí deve-se conhecer sua Pareceira Sexual o suficiênte para que depois não possas carregar energias que não pertêncem a sí, e que possam que causar problemas futuros.